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O Protocolo Lumina

Mãos em estêncil de Sulawesi têm pelo menos 67.800 anos

Uma publicação da Nature de janeiro de 2026 recuou a arte rupestre datada. O achado fica perto do limite superior da janela de 40 a 70 mil anos que a tese usa.

IOPNO · Planetário · 30 de outubro de 2026

Em uma frasea arte rupestre datada mais antiga do mundo voltou no tempo, e isso torna mais difícil sustentar um evento cognitivo recente e europeu.

Em janeiro de 2026, uma equipe liderada por pesquisadores de Griffith, com colegas da Indonésia, publicou na Nature a datação de estênceis de mãos vermelhas em cavernas calcárias de Sulawesi. Segundo a reportagem da Australian Geographic, a arte tem pelo menos 67.800 anos, é a mais antiga já datada com segurança no mundo, tem ao menos 15 mil anos a mais do que as mais velhas da região e mais de 30 mil anos a mais do que as da França. O método usou séries de urânio em camadas minerais formadas sobre as pinturas, que dão a idade mínima da arte por baixo.

Os autores associam os criadores das mãos à população que depois atravessou o mar rumo a Sahul, a massa continental de Austrália e Nova Guiné, por volta de 65 a 60 mil anos atrás, o que implica navegação deliberada e planejamento. A explicação da equipe é arqueológica e demográfica, e a reportagem não faz nenhuma relação com raios cósmicos.

A leitura do O.I.N.O.R.

A tese O Protocolo Lumina define a descontinuidade cognitiva como um evento entre 40 e 70 mil anos atrás e cita as cavernas de Chauvet como ícone do período. Sulawesi toca esse quadro de dois modos. Está no limite superior da janela e bem antes da arte europeia, o que desloca o centro de gravidade do fenômeno para fora da Europa e do final do intervalo. E mostra que a cronologia continua se movendo.

O resultado não refuta a tese, porque a descontinuidade pode ser anterior a 67 mil anos, mas desmonta a versão em que o evento é recente e eurasiano. Para um modelo que depende de um evento datado, essa instabilidade é um risco real. O caminho prudente seria formular a hipótese de modo que não dependa de uma data: se há um fator exógeno, ele precisaria deixar assinatura em vários sítios e épocas, e não apenas coincidir com a data que hoje parece a melhor.

Nota de rigor. lemos uma única reportagem sobre o artigo da *Nature*, e não o artigo.

Fontes

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