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O Colapso da Ortodoxia Freudiana

Projeto no Senado quer restringir a psicoterapia a psicólogos e psiquiatras

O PL 5308/2026 reacende uma disputa de mais de vinte anos sobre quem pode cuidar do sofrimento psíquico. A psicanálise está no meio.

IOPNO · Institucional · 30 de outubro de 2026

Em uma fraseum projeto em análise no Senado quer que só psicólogos e psiquiatras possam fazer psicoterapia, e entidades de psicanalistas se opõem.

Um projeto em análise no Senado, o PL 5308/2026, determina que a psicoterapia só poderá ser exercida por formados em Psicologia ou por médicos com especialização em psiquiatria, com inscrição ativa nos respectivos conselhos. A relatora, senadora Mara Gabrilli, defendeu a regulamentação como forma de evitar danos à saúde mental dos pacientes.

A proposta se soma a outra discussão em curso, a do PL 2.386/2023, que também mexe na questão de quem pode atender pessoas em sofrimento psíquico. Profissionais da rede de saúde mental contestam a restrição em nome do cuidado multiprofissional consolidado pela Reforma Psiquiátrica. O Conselho Federal de Psicologia, por sua vez, defende há anos uma lei para regulamentar a psicoterapia.

No meio dessa disputa está a psicanálise. No Brasil, ela é uma formação livre, não uma profissão regulamentada. Entidades psicanalíticas reunidas no Movimento Articulação se opõem desde o início dos anos 2000 a qualquer regulamentação do Estado, com o argumento de que a formação do analista não cabe em currículo.

A leitura do O.I.N.O.R.

Nossa tese, O Colapso da Ortodoxia Freudiana, trata a história da psicanálise como uma história de arquitetura institucional. Desde o início, a pergunta sobre quem pode ser psicanalista foi respondida dentro do próprio movimento, por critérios de lealdade à doutrina.

O debate de 2026 inverte o cenário: agora é o Estado que quer definir quem cuida. Não tomamos partido sobre o projeto. Registramos que a pergunta central continua sem resposta clara em todos os lados: que evidência deveria decidir quem está apto a tratar o sofrimento de alguém?

Nota de rigor. o projeto ainda está em tramitação e seu texto pode mudar. Usamos a cobertura da Rádio Senado e de veículos que acompanham o tema.

Fontes

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