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Involução Iatrogênica

O cérebro fabrica DMT? Dois estudos de 2026 dizem o contrário

Um grupo não achou DMT no cérebro de ratos. Outro achou, em níveis parecidos com os da serotonina. A tese trata a questão como aberta.

IOPNO · Somático · 30 de outubro de 2026

Em uma frasedois estudos com ratos publicados em 2026 chegam a respostas opostas sobre se o cérebro produz DMT, a substância psicodélica da ayahuasca, e a pergunta segue sem resposta.

Poucas perguntas da neurociência interessam tanto fora da academia quanto esta: o cérebro humano produz DMT? Em 2026, dois estudos com ratos chegaram a conclusões que parecem se contradizer.

Na revista Neuropharmacology, a equipe de Mikael Palner, na Dinamarca, procurou DMT em regiões selecionadas do cérebro de ratos adultos com métodos quantitativos muito sensíveis. Mesmo depois de bloquear a enzima que normalmente destrói a substância, os níveis ficaram abaixo do limite de detecção. O estudo também concluiu que o DMT não fica guardado nos terminais de serotonina, o que torna improvável que ele atue como cotransmissor.

No Journal of Neuroscience, a equipe de Dinesh Pal relatou o oposto: DMT detectado no córtex de 70 a 80 em cada 100 animais acordados, em níveis comparáveis aos da serotonina e da dopamina.

Em 2019, um grupo da Universidade de Michigan, liderado por Jimo Borjigin, já tinha identificado neurônios com as duas enzimas necessárias para fabricar DMT.

A leitura do O.I.N.O.R.

Nossa tese, Involução Iatrogênica, afirma que o organismo humano produz triptaminas próprias, moléculas da mesma família do DMT, e mantém receptores ajustados para elas. A parte dos receptores é sólida. A parte da produção cerebral de DMT, como mostram os dois estudos, é uma questão aberta, e vamos tratá-la assim.

A divergência pode vir de métodos, regiões do cérebro e estados fisiológicos diferentes. Ter a maquinaria enzimática não garante que a molécula seja produzida em quantidade relevante. A pergunta continua viva, e por isso merece financiamento e pesquisa, não proibição.

Nota de rigor. os dois estudos são com ratos, e os resultados não se aplicam diretamente a seres humanos.

Fontes

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