Em uma fraseo estudo clássico que dizia que a profecia falhada reforça a crença está sendo contestado, e o caso mais recente de profecia falhada mostrou reações variadas.
Em 1956, o psicólogo Leon Festinger e colegas publicaram When Prophecy Fails, o relato de um grupo que esperava o fim do mundo e que, segundo a versão clássica, redobrou a fé quando o dia passou sem nada acontecer. Em 2025, o historiador Thomas Kelly publicou no Journal of the History of the Behavioral Sciences uma releitura baseada nos papéis de Festinger, abertos recentemente, segundo o AlterNet.
Kelly argumenta que os membros do grupo abandonaram rapidamente suas crenças e que o grupo logo se dissolveu, o contrário da versão clássica. Diz também que a líder, Dorothy Martin, se distanciou dos eventos, que os pesquisadores minimizaram o proselitismo anterior à falha e enfatizaram o posterior, e faz alegações de conduta antiética. A crítica Poulomi Saha, de Berkeley, responde que o próprio Kelly escolheu evidências de um conjunto estreito de materiais.
Em 23 e 24 de setembro de 2025, a previsão de Arrebatamento do pastor sul-africano Joshua Mhlakela não se realizou, segundo a Straight Arrow News, que a descreve como pelo menos a décima previsão frustrada desse tipo. Nas redes houve piadas e lembretes de Mateus 24:36, o versículo que diz que ninguém sabe o dia. Alguns criadores ficaram em silêncio, e uma tiktoker prometeu um vídeo de desculpas. Não houve nova data oficial.
A leitura do O.I.N.O.R.
Na Seção VI da nossa tese Auditoria da Escritura, usamos Festinger como evidência de que a desconfirmação pode intensificar o compromisso com uma crença, e marcamos isso com o selo de evidência estabelecida. O selo precisa ser rebaixado. O livro é um estudo observacional de um único grupo, e há agora uma reanálise publicada que o contesta, embora a própria reanálise seja contestada. O episódio de 2025 mostra um quadro misto, com apologias e com lembretes de que ninguém sabe o dia, e não o padrão simples de redobrar a aposta.
Citamos também Dan Kahan (2013), cujo resumo diz que quem pontuou mais alto em reflexão cognitiva mostrou mais raciocínio guiado por ideologia, não menos. Isso quer dizer que pensar com mais cuidado não protege contra o viés de grupo. Só que o estudo trata de ideologia política americana, não de crença religiosa, e nós o aplicamos à reação de leitores a um argumento sobre a Escritura. É uma extensão plausível, mas deve ser marcada como teórica.
A conclusão final da tese continua de pé: discordar de um argumento não é prova de erro, e a tese não promete vencer a resistência.
Nota de rigor. não lemos o livro de Festinger nem o artigo de Kelly, apenas as reportagens e o resumo de Kahan.
Fontes
- AlterNet, How a key psychological concept was undermined once UFOs failed to arrive
- Straight Arrow News, Rapture prediction fails to materialize on September 23
- Kahan, D. M., Ideology, motivated reasoning, and cognitive reflection, Judgment and Decision Making 8(4), 2013 (resumo)
- Bellato, T., Auditoria da Escritura, preprint, set. 2026, Seção VI (tese do O.I.N.O.R.)
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