Em uma frasesegundo a Gallup, em 2025 só 20 em cada 100 trabalhadores no mundo estavam engajados, e 40 em cada 100 sentiram estresse na véspera "boa parte do dia".
O relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, publicado em abril de 2026 com dados de janeiro a dezembro de 2025, informa que 20% dos funcionários estavam engajados em 2025, contra 21% em 2024 e 23% em 2023. Outros 64% não estavam engajados, e 16% estavam ativamente desengajados. Entre gestores, 22% estavam engajados, contra 19% entre os demais.
Quarenta por cento dos trabalhadores disseram ter sentido estresse "boa parte do dia" na véspera, nível acima do anterior à pandemia. América Latina e Caribe ficaram em segundo lugar em engajamento, com 30%, e em primeiro em "prosperar", com 56%, mas com estresse diário de 43%. O Brasil não aparece separado na página consultada, que também não menciona o burnout, o "quiet quitting" nem o custo econômico do desengajamento.
A leitura do O.I.N.O.R.
Nossa tese, Necrose Sistêmica, diz que o "quiet quitting" (fazer só o mínimo exigido), o cinismo e o desengajamento são "protocolos adaptativos de conservação de energia, análogos à apoptose celular", isto é, comparáveis à morte programada de uma célula que protege o organismo. Fazemos duas observações.
Primeira: os dados da Gallup medem engajamento e estresse relatados, não genes, inflamação nem custo energético. Mostram o tamanho do fenômeno, mas não escolhem entre explicações como baixa autonomia, gestão ruim, remuneração ou desgaste.
Segunda: um engajamento global de 20% torna implausível tratar o desengajamento como defeito individual. Nesse ponto a tese acerta ao deslocar a pergunta do trabalhador para o ambiente. A explicação do mecanismo é outra pergunta, que depende de estudos que a série examina.
Nota de rigor. lemos a página do relatório, não o relatório completo, e os números são os que a página informa.
Fontes
- Gallup. State of the Global Workplace 2026
- Bellato T. Systemic Necrosis. Preprint, 14 abr. 2026 (tese do O.I.N.O.R.)
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