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Arquitetura Tetramórfica

Teste de personalidade em seleção: a dona do MBTI não recomenda

Reportagem de dezembro de 2025 resume as críticas ao uso do MBTI no RH brasileiro. A popularidade do teste mostra uma demanda por mapas da vida interior.

IOPNO · Simbólico · 30 de outubro de 2026

Em uma frasesegundo uma reportagem de 2025, o teste MBTI não deve ser usado para escolher candidatos, nem pela empresa que o detém.

Segundo reportagem do Guia da Carreira de 7 de dezembro de 2025, a empresa dona do MBTI não recomenda o uso do teste para selecionar candidatos, e o texto classifica esse uso como antiético. As razões listadas são que o teste não tem como detectar mentiras, que o candidato pode responder de acordo com o perfil ideal da vaga, que ele descreve preferências e não traços bons ou ruins, e que nenhum estudo mostraria que ele prevê sucesso na contratação ou desempenho no cargo.

A reportagem lembra que o teste usa 16 tipos, resultantes de quatro dicotomias, e que muita gente obtém resultados diferentes ao repeti-lo em poucas semanas, o que enfraquece sua confiabilidade como autoavaliação definitiva. Registra também que estudos apoiados pelo instituto que detém o teste apontam boa consistência interna.

Alguns números aparecem no texto como alegações, e não como dados independentes: a empresa afirma que 88% das companhias da Fortune 500 o utilizam. A reportagem observa que não há dados globais nem brasileiros sobre a distribuição dos tipos, apenas uma pesquisa americana. A conclusão é que o teste pode ser ponto de partida para o autoconhecimento, mas não rótulo fixo nem base para decisões importantes de vida ou de carreira.

A leitura do O.I.N.O.R.

A tese Arquitetura Tetramórfica, de Talmo Bellato, não propõe um teste de tipos, e afirma que as quatro funções existem em todas as pessoas. Mas fala de função dominante e de funções subdesenvolvidas, o que a aproxima de uma tipologia.

Há dois recados. A procura por mapas de quatro eixos mostra uma demanda real, e atendê-la com rigor é uma oportunidade de pesquisa. E nenhum uso da hipótese deve ser feito em seleção de pessoas sem validação, porque a tese ainda não oferece instrumento testado.

Nota de rigor. lemos uma única reportagem de carreira, que repete alegações da empresa do teste sem verificá-las de forma independente.

Fontes

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