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Extração por Atenção ao Sintoma

TCU: judicialização dos planos de saúde custa R$ 4 bilhões por ano

Auditoria apresentada em maio de 2026 aponta falhas de regulamentação. O prazo de 180 dias para o plano de ação chega a 3 de novembro.

IOPNO · Institucional · 30 de outubro de 2026

Importante. este texto é informativo e não substitui orientação jurídica ou médica. Quem teve cobertura negada pode registrar reclamação na ANS e procurar um profissional do direito ou a defensoria pública.

Em uma fraseo Tribunal de Contas da União encontrou no setor de planos de saúde um custo de cerca de R$ 4 bilhões por ano com processos judiciais e deu 180 dias para um plano de ação.

No plenário de 7 de maio de 2026, o Tribunal de Contas da União apresentou os resultados de uma auditoria sobre a regulação dos planos de saúde. Segundo a Radioagência Nacional, as novas ações contra planos subiram de 170 mil em 2022 para mais de 300 mil em 2024. O custo da judicialização para as operadoras ficou em cerca de R$ 4 bilhões por ano, o equivalente a 1,5 por cento das despesas assistenciais, mas suficiente para consumir mais da metade da margem operacional do setor. A reportagem registra ainda um aumento de 327 por cento nos preços em cerca de 20 anos, quase o dobro da inflação oficial do período, sem especificar qual preço foi medido.

O tribunal atribuiu a judicialização a falhas de regulamentação sobre quais procedimentos de alto custo têm cobertura obrigatória. Apontou também limitações orçamentárias da ANS, foco no volume de procedimentos e não em resultados e qualidade, limitações de transparência e de integração de dados e ausência de estudos sobre o impacto econômico da judicialização. Depois da auditoria, o plano de ação deve ser elaborado em até 180 dias. Contando a partir de 7 de maio, o prazo chega a 3 de novembro de 2026.

A leitura do O.I.N.O.R.

O relatório do TCU é, entre as fontes da tese Extração por Atenção ao Sintoma, a de maior peso institucional, e o diagnóstico converge com o dela de um modo interessante: o órgão fala em remuneração por volume e não por resultado, o que se aproxima da ideia de métrica que premia o processamento e não a resolução. Os números que a tese cita batem com os da reportagem, com dois ajustes. A reportagem diz que o setor movimentou mais de R$ 308 bilhões em 2024, enquanto a tese fala em cerca de R$ 350 bilhões a partir de outra fonte, e as duas bases precisam ser reconciliadas. E o índice de 327 por cento deve ser descrito sem inferir o que mede.

O O.I.N.O.R. acompanhará o plano de ação, porque ele mostrará se a regulação vai atacar a causa apontada ou apenas o sintoma, a ação judicial.

Nota de rigor. lemos a reportagem da Radioagência sobre a auditoria, e não o relatório do TCU. A fonte do Jornal Pequeno é citada pela tese e não foi conferida.

Fontes

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