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A Pinça Afetiva

Câmeras corporais cortaram mortes policiais em SP; a PEC foi adiada

Um estudo da FGV mediu queda de 57% nas mortes por intervenção policial. No Congresso, a votação foi adiada em 15 de outubro de 2026.

IOPNO · Cognitivo · 30 de outubro de 2026

Em uma fraseem áreas da PM paulista com câmeras corporais, as mortes por intervenção policial caíram 57% nos primeiros 14 meses, segundo a FGV, e o ganho depende de a câmera ficar ligada.

Nossa tese, A Pinça Afetiva, propõe como saída trocar o afeto, a ideia vaga de que a polícia protege ou ameaça, por medição: em vez de perguntar se a polícia protege, perguntar proteger quem, a que custo e medido como. A ideia tem evidência no país.

Em dezembro de 2022, o Centro de Ciência Aplicada à Segurança Pública da FGV divulgou que, nas áreas de unidades da PM paulista que receberam câmeras corporais, as mortes por intervenção policial caíram 57% e as lesões corporais, 63%, em comparação com a média anterior, nos primeiros 14 meses. O desenho compara as áreas antes e depois, o que não elimina outras explicações.

Em maio de 2024, o Sou da Paz, o Fogo Cruzado e a Comissão Arns criticaram um edital paulista que deixaria ao policial a decisão de acionar a câmera. As entidades lembraram que, segundo elas, os agentes não ligam o equipamento em cerca de 70% das ocorrências. É informação das entidades, não confirmada em fonte oficial.

Sobre a desescalada, a tese cita um programa de Louisville com 28% menos incidentes de uso da força, 26% menos lesões em civis e 36% menos em policiais. O comunicado da Universidade de Cincinnati confirma os números, mas é material de divulgação, e o treinamento foi desenvolvido pela organização cujo diretor elogia o resultado. Uma revisão de 2020 de Engel e colegas é mais cautelosa: 64 avaliações em quarenta anos, a maioria em enfermagem e psiquiatria, com ganhos de pequenos a moderados e qualidade de desenho questionável.

No Congresso, a PEC da Segurança Pública foi retirada da pauta do plenário do Senado em 15 de outubro de 2026, depois de passar pela CCJ, para evitar uma discussão apressada e acomodar emendas, algumas sobre maioridade penal. Não há nova data.

A leitura do O.I.N.O.R.

O Brasil não precisa esperar uma teoria para medir. Há uma tecnologia, a câmera, e há um resultado inicial que aponta para menos mortes. Há também o alerta de que o ganho se perde se o equipamento só for ligado quando convém. Medição distribuída, na proposta da tese, quer dizer câmera sempre ligada, dado aberto por batalhão e avaliação independente.

Nota de rigor. o estudo da FGV foi lido pela cobertura do SBT News, e os números de Louisville vêm de um comunicado da universidade. A comparação com Virginia Beach, citada na tese, não foi localizada.

Fontes

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