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A Função Estrutural do 666

Desmatamento na Amazônia cai 36,87% nos alertas do Inpe

Os alertas de agosto de 2025 a julho de 2026 são os menores da série. Mas alerta não é a taxa oficial, e Roraima foi o único estado em que subiu.

IOPNO · Simbólico · 30 de outubro de 2026

Em uma fraseo sistema de alertas do Inpe registrou o menor desmatamento da sua série na Amazônia, e esse dado pesa contra qualquer leitura de inevitabilidade.

Em agosto de 2026, no aniversário de 65 anos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, o instituto apresentou os dados do ciclo de agosto de 2025 a julho de 2026. Segundo a Agência Brasil, as áreas sob alerta de desmatamento do sistema Deter na Amazônia somaram 2.874 km², uma queda de 36,87% sobre os 4.495 km² do ciclo anterior. É o menor valor da série do Deter, que começa em 2016, e fica 55,6% abaixo da média dos dez ciclos anteriores. No Cerrado, os alertas caíram 7,8%, para 5.119 km², e a maior parte da área afetada é de propriedade privada. Entre os estados amazônicos, Mato Grosso caiu 49%, Amazonas 46,7% e Pará 25,5%. Roraima foi a exceção: subiu 32,5%.

A matéria faz uma distinção importante. O Deter é um sistema de alertas, usado para fiscalização rápida, e não a taxa oficial. A referência oficial é o Prodes, e a taxa anual do Prodes de 2025 caiu 15,8% na Amazônia, 11,5% no Cerrado e 20,1% no Brasil, com queda de 65,4% no Pantanal. O Ipam disse que a redução ocorreu apesar da mudança climática e do El Niño. Não se deve tratar o 36,87% como a variação anual oficial.

A leitura do O.I.N.O.R.

Este é o dado que mais pesa contra o tom de inevitabilidade que a tese A Função Estrutural do 666 tem em partes de seu texto. Ela afirma, na Seção VII, que a redução é "reversível", mas o conjunto da leitura, com a Besta como configuração planetária e a conclusão de que esta é a primeira convergência de todos os vetores, sugere um processo em que os agentes humanos têm pouca margem. A queda do desmatamento mostra que a margem existe: fiscalização, monitoramento por satélite e política pública mudaram uma curva em poucos anos, e quem produziu o dado foi uma instituição pública de pesquisa.

Há três ressalvas para não transformar isso em triunfalismo. Alerta não é taxa oficial. O Ipam fala em "consolidação" da redução, mas uma série curta não garante tendência. E Roraima subiu. A COP30 terminou sem um mapa do caminho para eliminar o desmatamento, o que mostra que a política interna avança mais do que o acordo internacional.

Nota de rigor. lemos uma única reportagem, da *Agência Brasil*, e não os dados do Inpe.

Fontes

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