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A Inversão da Planta Sagrada

Tabagismo no Brasil caiu de 34,8% em 1989 para 9,3% em 2023

A meta de 2030 está em risco porque o ritmo da queda diminuiu. A série brasileira mostra uma política de controle que funcionou.

IOPNO · Somático · 30 de outubro de 2026

Importante. este texto é informativo. Quem quer parar de fumar pode procurar o tratamento gratuito do SUS em uma unidade básica de saúde.

Em uma frasea proporção de brasileiros adultos que fumam caiu de cerca de 35 em cada 100 em 1989 para cerca de 9 em cada 100 em 2023, mas o ritmo diminuiu.

Segundo uma reportagem que cita o inquérito Vigitel, do Ministério da Saúde, e um estudo de dezembro de 2025 na Ciência & Saúde Coletiva, 9,3% dos adultos brasileiros fumavam em 2023. Em 1989, a proporção era de 34,8%, segundo um estudo de 2007 no Bulletin of the World Health Organization, e em 2006, cerca de 15,7%. Em pontos percentuais, a redução entre 2006 e 2023 foi de 6,4.

O ritmo diminuiu desde 2015 e 2016, e nas capitais a queda é mais lenta. A meta fixada em 2021 no plano nacional de doenças crônicas é de 6,24% até 2030, mas, mantido o ritmo atual, a projeção é de 7,96%, acima do objetivo.

A leitura do O.I.N.O.R.

Nossa tese, A Inversão da Planta Sagrada, escrita em termos globais, sugere que o Estado se beneficia da carga de doença das substâncias aditivas. Um leitor brasileiro tem dados próprios para testá-la, e eles apontam para o outro lado: o Brasil reduziu o tabagismo a menos de um terço do que era em 1989, o que é difícil de conciliar com a ideia de que a dependência é preservada por incentivos administrativos. Políticas de controle, com regulação, advertências, restrições de consumo e tratamento, parecem ter funcionado.

A leitura estrutural da tese pode sobreviver de outra forma: a queda desacelerou, a indústria segue ativa e o país continua grande produtor de fumo, aspecto que a tese não explora. O melhor teste de uma tese sobre dependência e governo é olhar o que governos de fato fizeram. O que continua em aberto é por que o ritmo diminuiu e quem se beneficia disso.

Nota de rigor. a reportagem não diz se a queda média de 3,3% ao ano é relativa ou em pontos percentuais, e não localizamos a série oficial do Vigitel, que fica como fonte primária a conferir.

Fontes

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