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O Protocolo do Homem Falho

Brasil bate recorde de afastamentos por saúde mental: 546 mil em 2025

Ansiedade, depressão e burnout estão entre as principais causas de afastamento no INSS. A NR-1 passou a exigir que empresas gerenciem esses riscos.

IOPNO · Institucional · 30 de outubro de 2026

Importante. se você sente esgotamento ou sofrimento persistente, procure um profissional de saúde. O CVV atende pelo 188, 24 horas, gratuitamente.

Em uma fraseem 2025, o INSS concedeu 546.254 benefícios por incapacidade ligados a transtornos mentais, um recorde, e em 2026 as empresas passaram a ser obrigadas a gerenciar riscos psicossociais.

Em 2025, o INSS concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária ligados a transtornos mentais, um recorde e cerca de 15% a mais que os 472 mil de 2024. Ansiedade e depressão subiram no ranking das causas de afastamento e hoje disputam espaço com os problemas de coluna.

Os afastamentos de mais de 15 dias causados por burnout, o esgotamento ligado ao trabalho, passaram de cerca de 1.760 em 2023 para quase 7 mil em 2025, segundo o INSS.

Em 2026, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passou a exigir que as empresas mapeiem e controlem riscos psicossociais, como estresse, assédio e sobrecarga. A fiscalização ativa começou em 26 de maio.

A leitura do O.I.N.O.R.

Nossa tese, O Protocolo do Homem Falho, propõe um conceito incômodo para esse cenário: obsolescência programada humana. A expressão vem da engenharia de produtos, que projeta objetos com vida útil limitada para garantir a troca. A tese sugere que sistemas de produção fazem algo parecido com as pessoas: extraem o máximo de valor ao longo de uma vida de trabalho e transferem o desgaste para a saúde pública e a Previdência.

Fazemos duas ressalvas. Parte do aumento pode refletir mais reconhecimento e menos estigma, e não só mais adoecimento. E a tese descreve um efeito de sistema, não a intenção de empresas específicas.

A NR-1 é, nesse quadro, um sinal importante: pela primeira vez, a regra trata o esgotamento como risco do ambiente de trabalho, e não apenas como fraqueza de quem adoece.

Nota de rigor. os números do INSS vêm de reportagens sobre os dados, não das bases oficiais.

Fontes

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