Início / Achados / Planetário
Anomalia Magnética do Atlântico Sul

Voo sobre a anomalia não achou radiação adicional a 13 km

O centro aeroespacial alemão mediu partículas e nêutrons em um A350 que cruzou a anomalia. O resultado contraria a ideia de exposição crônica no solo.

IOPNO · Planetário · 30 de outubro de 2026

Importante. esta matéria é informativa e não substitui avaliação de um profissional de saúde. Ela não altera nenhuma orientação sobre voos comerciais ou exames médicos.

Em uma fraseem uma medição direta a 13 km de altitude, sobre a anomalia, o DLR não encontrou radiação adicional.

O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) enviou três pesquisadores em um Airbus A350-900 da Lufthansa de Hamburgo a Mount Pleasant, nas Ilhas Malvinas, e de volta, em março e abril de 2021, em uma rota que cruza a Anomalia do Atlântico Sul. Os instrumentos incluíam uma sonda de nêutrons de 40 kg, quatro detectores semicondutores de partículas carregadas, dois contadores proporcionais equivalentes a tecido e detectores passivos. O resultado, segundo o DLR: nenhuma radiação adicional na altitude de cruzeiro, de até cerca de 13 km, ao largo do Brasil, e os cálculos dos modelos foram confirmados. A conclusão da equipe é que a preocupação com maior exposição à radiação em voos nessa região é "cientificamente infundada". A atividade solar estava baixa durante os voos, e a radiação cósmica era relativamente alta.

A leitura do O.I.N.O.R.

A tese afirma que mais de 500 milhões de pessoas vivem sob uma infraestrutura de exposição crônica e que a exposição crônica a radiação ionizante de baixa intensidade por fluxo de partículas energéticas constitui um risco estocástico de dano ao DNA. Não cita nenhuma medição de dose ao nível do solo. As únicas citações sobre partículas são de satélites e do modelo de radiação aprisionada.

O voo do DLR é uma medição em um único trajeto de ida e volta, com atividade solar baixa, e não prova que o efeito seja nulo em qualquer circunstância. Mas é uma medição direta em altitude muito maior do que a de qualquer pessoa no solo e, se houvesse acréscimo relevante de dose, seria ali que ele apareceria. Como a atmosfera absorve mais partículas quanto mais baixo se vai, o O.I.N.O.R. lê o resultado como forte evidência contra a premissa de dose no solo. A tese teria de apresentar uma medição de dose superficial para sustentar a parte oncológica.

Nota de rigor. lemos o comunicado do DLR sobre a campanha de medição, e não o artigo técnico.

Fontes

Mais sobre este tema