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Anomalia Magnética do Atlântico Sul

Anomalia magnética do Atlântico Sul nasceu no Índico, diz estudo de 2026

Cerâmicas arqueológicas sul-americanas sugerem que o fenômeno é recorrente. A tese afirma que a estrutura atual não tem precedente limpo no registro.

IOPNO · Planetário · 30 de outubro de 2026

Em uma fraseum estudo da *PNAS* de maio de 2026 sugere, por cerâmicas antigas, que a região de campo magnético fraco sobre o Brasil é parte de um processo cíclico.

Segundo reportagem do Olhar Digital de 5 de maio de 2026, um estudo publicado na PNAS em 4 de maio analisou mais de 250 fragmentos de cerâmica arqueológica encontrados na América do Sul. Os minerais magnéticos da argila registram a intensidade do campo terrestre no momento da queima. Os pesquisadores obtiveram 41 novas medições e montaram um modelo global para os últimos dois mil anos. A conclusão, como relatada, é que a anomalia teria surgido no Oceano Índico por volta de 1100, migrado para oeste, atravessado a África e se instalado sobre a América do Sul. Uma anomalia semelhante teria percorrido o mesmo caminho entre os anos 1 e 850, o que indicaria um fenômeno recorrente.

A reportagem não nomeia os autores, e a data de 1100 é apresentada como estimativa. O texto afirma que o evento atual faz parte de um processo cíclico, sem inversão iminente dos polos, e não menciona efeitos à saúde. Em 2024, o tecnologista André Wiermann, do Observatório Nacional, disse que o processo é contínuo e "não afeta de forma significativa a vida das pessoas".

A leitura do O.I.N.O.R.

A tese de Talmo Bellato descreve a estrutura de duas áreas de campo fraco como algo sem precedente histórico limpo no registro observacional e argumenta que a urgência é temporal. O registro observacional direto, que a tese usa a partir de 1840, é curto. Um modelo arqueomagnético de dois mil anos muda a pergunta: o que parece inédito pode fazer parte de um ciclo.

Isso não refuta a tese. A anomalia pode ser recorrente e ainda assim estar crescendo agora, e seus efeitos sobre satélites são medidos. Mas o argumento de que a situação atual é excepcional por si mesma precisa dialogar com essa literatura.

Nota de rigor. lemos um resumo jornalístico do estudo e uma reportagem de 2024 com o Observatório Nacional. O artigo da *PNAS* deve ser lido antes de qualquer citação.

Fontes

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